15/07/10

Ficou aqui

Mensagem enviada
Data: 11/Jun/2009 13:42
"Ontem perguntaste-me se nós éramos felizes. E agora te respondo, ya somos, mas já fomos MUITO mais, acredita. Tenho saudades de tudo, de ti . Daquela pessoa que era fofinha, estava lá sempre que precisava, tenho saudades de acordar e ir logo a mandar-te um sms , de não querer ir dormir por querer continuar a falar contigo . Tenho saudades de estar nas nuvens. Tenho saudades daquela Sofia que (...) fazia de tudo para estarmos bem, e eu ignorava. ya desculpa , mas eu mudei .Agora cagas-te pa tudo , estamos mal « ah , deixa estar , quando tiver com ela isto muda » , muitas vezes pensas assim. Apetece-te responder mal , e respondes já nem pensas duas vezes se isso me vai magoar ou não. Não és capaz de engolir o teu orgulho e pedir desculpa quando é preciso. Antes fazia alguma coisa , e ficavas logo contente , davas tanto valor. Sim , eu sei que tu gostas muito de mim , mas quando não estamos juntas tens uma maneira muito estranha de o demonstrar. Isso desilude-me. Estás te a tornar numa pessoa completamente diferente, e eu cada vez me sinto mais triste . Disseste para acreditar em ti quando disseste que não me ias fazer sofrer, eu acreditei , mas não estás a conseguir … eu sei que não adianta falar contigo sobre estas coisas , volta sempre tudo ao msmo :/ Tenho muito medo que este sentimento que existe entre nós , acabe (u) Apesar de tudo , eu amo-tee bastante. Ao relembrar isto tudo até deitei uma lágrima, e não , não é por estar triste , mas sim por já ter vivido todos estes momentos contigo :$ “

Foi nessa altura que me comovi e comecei a guardar os textos que escrevias, os textos que eu escrevia. Sentia que havia qualquer coisa na escrita que precisava de ser relembrada mais tarde. Pelos vistos o "mais tarde" é hoje.
Leste bem o texto? Viste a maneira como cada palavra liberta a sua essência? Viste?!
Eu vi, senti, ouvi, prestei atenção, relembrei...
Uma vez perguntaram-me:
"Porquê que vives tanto no passado, Sofia?"
e eu respondi, não pensando na resposta: "O passado foi algo que me marcou e não o quero esquecer."
Foi bom, óptimo e íncrivel. Mas infelizmente passou. Tu seguiste em frente e eu fiquei. Fiquei porque sempre foi aquela coisa. Nunca consegui mudar realmente. Dizia que sim para dar a ideia de insensível, de que nada me podia deitar a baixo. Mas houve sempre algo que me deitava a baixo, que me fazia querer mais daquilo que já não podia ter. Que me fazia imaginar o mundo perfeito. O amor perfeito. Mas já não há disso.
O passado marca. O presente relembra. O tempo desfaz.
E tu? O que fazes?

08/07/10

Sempre me quer, nunca me quer, sempre me quer, nunca me quer...

Pedes-me que te ame até sempre, pedes-me que fique contigo para sempre, e pedes-me que nunca te deixe.
Depois de tantos pedidos só sei dizer que o “sempre” para mim não tem significado e o “nunca” não existe.
Queres um sempre? Não penses nele nem o tentes planear.
Queres que não exista um nunca? Então não o faças.
Voltas ao passado pensando que voltando atrás e alterando alguns erros cometidos mudará o presente. Não acho. Mudando o passado as acções no presente têm o mesmo efeito e ficam sempre aquelas marcas dentro de nós.
Ao longo do tempo foram sempre feitas marcas às quais as crostas teimaram não aparecer, tornando assim a ferida vulnerável ao exterior.
Desculpa não ter feito tudo o que pediste.
Mas é tarde, o coração já está velho e gasto...

21/06/10

Ausência dum ser

Relembro momentos passados, músicas, fotos, etc.
Foi bom e admito-o, não quis que acabasse nem lutei por isso, mas foi-se. Não me arrependo do que tenha sido passado durante esse ano, mas segui em frente. Se ainda gostares, o que será pouco provavel, desculpa.
Segui em frente e quando olho para o espelho vejo uma pessoa completamente diferente, talvez aos teus olhos pareça uma pessoa nojenta que te mentiu e que já nem gosta de ti, mas aos meus olhos vejo uma pessoa feliz.
Aproximo o espelho e consigo ver o meu interior, vejo um grande contraste entre a figura transmitida anteriormente que parecia mesmo estar feliz. Ao ver o interior reparo que me falta algo aqui dentro.
Falta-me algo e não sei o que é. E sinto falta disso, sinto saudades.

Um dia digo-te que
tou cheia de
saudades tuas...

13/06/10

Ambições infinitas

Gostava de, um dia, poder abraçar-te.
Que o dia passasse de 24horas para infinitas para que conseguisse fazer de todas as minhas ambições realidade, principalmente aquelas que te incluíssem.
E ficasse ao teu lado para sempre.
Um dia vais desejar que o dia nunca mais acabe.

Um dia

Hoje estou com aquela blusa que tu amas, aquela que abraçavas e que quando dormias com ela pensavas em mim e possivelmente sonhavas comigo.
Hoje vesti-a porque tinha frio, porque precisava que o teu odor me aquecesse.
Talvez logo vá dormir com ela, sonhar contigo. Ter daqueles sonhos em que posso estar isolada do mundo, apenas contigo, onde posso beijar-te sem ninguém interromper, sem o som do toque de entrada, sem ninguém a olhar, sem aqueles putos atrás de nós a cantar aquelas músiquinhas de infância.
Bem, amor, acho que hoje até vou dormir mais cedo, quero-te sentir.
Quero imaginar um mundo perfeito.
Até amanhã, vou dormir.
Um dia fecho os olhos e de repente estás ao meu lado.

16/05/10

Efeito secundário

Era tarde, estava exausta, tinha a sensação que os olhos ardiam como se estivessem em contacto com o fogo e que os braços pesavam mais do que todo o corpo, depois de hoje não me apetecia fazer nada, queria-me atirar de uma janela e poder sentir que não estava neste mundo.
Gostava de poder ter essa sensação, um dia...
Mas não, hoje não é o dia, hoje é dia de lembranças e decisões. Peguei na caixinha que tinha lá dentro as bolinhas daquela tal pulseira que intulavas como “a nossa pulseira”, ainda tinha lá umas fotocópias das cartas dos dias dos namorados e de mais algumas, ainda tinha lá alguns elásticos que te tinha tirado sem tu saberes, tinha lá montes de momentos guardados mas que não estavam lá dentro. Com a abertura daquela caixa senti uns segundos do teu cheiro, quase que o vi a querer abrir a porta para me guiar até tua casa, mas a porta estava trancada. Não queria que ninguém me visse com as lágrimas nos olhos por estar apenas com uma caixinha à minha frente.
E ao olhar para esta pequenina caixinha, reparo num mecanismo cinzento e azul que estava ao lado, penso que é um telemóvel.
Abria esta caixinha quando me sentia mesmo mal e parabéns, hoje conseguiste fazê-lo. Cada vez que abro esta caixa lembro-me do quanto eras, do “como” eramos. Todas as noites ambicionava um abraço teu, daqueles que eu dizia que amava, lembras-te? Daqueles que nada mais interessava à tua volta, quando nos abraçavamos? Nesses momentos eu sorria sempre e preferia dizer “amo-te” do que olhar-te nos olhos. Ás vezes também tenho problemas de expressão, sabes? E já agora, esta saudade que sinto, esta tristeza que me destroi são apenas efeitos secundários de te amar.

31/03/10

Hope

Estava eu na rua, sentada no passeio, por volta das 2h com a mão esticada para que alguém solidário me desse uma moeda para poder ir comprar algo, quando de repente surge um senhor vestido com roupas de cores escuras e com alguns buracos e sem meias que me perguntou se eu queria uma moeda, simpático fora o senhor pois parecera estar num pior estado que eu que tinha meias e sapatos. Estiquei a mão para que o homem me desse uma moeda, não queria parecer rude mas uma moedinha dava para apanhar o táxi e ir para casa, e quando o senhor abriu a mão e não me deu nada, não fui materialista nem quis parecer algo com muita ganância e perguntei o que o senhor teria colocado na minha mão. Ele respondeu “esperança”.
Fiquei a ver, a meditar, a refletir, a lembrar. Mas esperar para quê?
A certo momento ficara tudo branco: acordei. E como no meu normal dia-a-dia, fui tomar banho, vestir-me, lavar os dentes e pegar na minha mochila para ir para a escola.
Passara uma semana toda a fazer o meu dia-a-dia, até que chegou ao momento em que a pessoa que eu amava me disse que gostava mesmo de mim e que queria que tudo voltasse ao normal.
Nesse momento soube logo que o sonho teria algum significado:
esperar e nunca desistir até conseguir.