
Um livro aberto, desfolhado faz com que caia uma página inundada em palavras de Amor como se fosse escrita para indicar que está na altura de Amar, de sentir. Olhando para essa página sobressai-nos a palavra «sempre». Agarro-te a mão, enlaçando os meus dedos com os teus, olhando-te nos olhos, aproximo-me dos teus lábios que me diziam que devia de seguir para o próximo passo, sinto cada vez mais o batimento exaltado do coração, parecendo uma águia disposta a fugir da jaula e digo «queres?». Pergunta estúpida, de facto. Sentira que iria amar, mas temia que a resposta fosse «não». No fim, nem chegou a haver resposta, houve um gesto que demonstrou que tudo por que tinha lutado estava finalmente a dar resultado, esse gesto foi um simples beijo que para uns é algo que não é relevante porque não sentem, mas os que sentem, sentem da melhor maneira de todas, como Especial.
Encontra-se assim, após os beijo, o significado da página caída – «o ‘sempre’ não se encontra, faz-se sentir que existe».
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